sexta-feira, 23 de maio de 2014

A DATILÓGRAFA (2012)

Rápida no gatilho, ou melhor no teclado de uma máquina de escrever

A DATILÓGRAFA (Populaire / 2012) - O cinema francês nunca para, está sempre tentando se reinventar. E alguém nega que tem conseguido? Sucessos como O Fabuloso Destino de Amelie Poulain, de 2001 e O Artista, de 2011, mostram que os franceses tem um prazer em contar histórias de um jeito diferente. Em ambos os filmes é fácil de se notar a opção de seus diretores em homenagear um cinema de uma outra época, quando tudo era mais ingênuo, digamos. O resultado? Filmes gostosos de assistir, leves embora não levianos.

O diretor e sua paixão

Em A Datilógrafa, do diretor estreante Régis Roinsard, a linguagem é parecida. Os créditos iniciais, coloridos, feitos em desenho, como uma pop art dos anos 50 remete imediatamente à Billy Wilder, diretor de sucessos como Quanto Mais Quente Melhor, de 1959, Crepúsculo dos Deuses, de 1950, O Pecado Mora ao Lado, de 1955, Se Meu Apartamento Falasse, de 1960, e tantos outros.

Decididamente um filme que não parece ser dessa década

Assim que terminam os créditos já somos levados pelos passos de um sapato feminino usando uma saia rodada, é mais um indício, estamos nos anos 50. Mais precisamente 1958. É neste ano em uma pequena cidade francesa que se passa a história de Rose e Louis. Ele procura uma secretária, o emprego mais cobiçado das moças da época e ela se candidata junto com outras dezenas.

Desde pequena a paixão pela máquina de escrever

Rose é péssima secretária, realmente muito ruim, mas tem o dom de datilografar muito rápido e chama a atenção de Louis, principalmente por conta de um torneio estadual de rapidez diante de uma máquina de escrever. Pensando no titulo do torneio, Louis contrata Rose.

Rose e Louis

Ambicioso, Louis treina Rose e o resultado aparece - ela vence o torneio estadual e o nacional, disputado em Paris. E se classifica para a finalíssima mundial contra datilógrafas dos EUA, da Alemanha, da Coréia do Norte e mais outros lugares.

Rose disputando o título mundial

De uma forma encantadora pelo conteúdo, pelo colorido da paleta do filme, pelos cenários, pela trilha sonora escolhida a dedo, A Datilógrafa conta uma história de amor com um tom de comédia do passado, leve e escapista. Vale para aqueles sábados a tarde de chuva fina e cobertor no sofá da sala.  
Veja abaixo o trailer de A Datilógrafa.

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